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Um raio de esperança

07 de dezembro, 2016 às 14:08

Crédito: Romeu Finato/Especial

Crédito: Romeu Finato/Especial

Não há como deixar passar em branco a tragédia ocorrida com a delegação da Chapecoense nas redondezas de Medellín, na Colômbia. Algo impactante, duro demais e que deve ter demolido com o até mais duro dos corações.

O acidente consternou o mundo, não apenas pela forma, mas por todo o contexto de situações e fatos envolvidos nesta que foi a maior catástrofe ocorrida envolvendo equipes esportivas.

A reação solidária, amiga e humanitária do povo colombiano para com a equipe brasileira são absolutamente comoventes, assim como o foi a manifestação de fé, não do preparador físico, mas do cidadão e, principalmente, do pai Paulo Paixão.

Pela primeira vez lembro de ter visto o mundo unido em torno de um espírito de fraternidade e isto, talvez, seja o raio de esperança que este triste ocorrido tenha nos deixado como legado. Lembro também que só o esporte pode fazer isto, pois é um instrumento mágico de transformação e igualdade entre as pessoas.

Um mundo engajado em nobres ideais de respeito, solidariedade, compreensão, igualdade, amor, carinho e união por uma causa maior, não é utópico e sim, é possível. Neste momento de extrema dor, isto está sendo provado.

Assim é que a lição que este inenarrável momento de dor traz a todos nós é a de esperança.

Esperança de que cada um olhe para dentro de si e dispa-se de rancores, que cada um saiba que pode fazer mais pelo próximo, que a vida vale pelo que podemos fazer de bom por ela e não pelo que levamos dela, que o ser humano pode sim ser bom.

Penso que este é um momento único para que cada um olhe para dentro de si e pense na sua postura diante da vida e dos seus. Que os alicerces de nossa sociedade, através de seus conceitos basilares de respeito, caráter, honestidade e fraternidade, possam todos ser reestruturados e fortalecidos.

O acidente que dilacerou corações de familiares, torcedores e de todos os cidadãos de bem do mundo deve ter algum sentido divino e este me parece claro: o Mundo todo deve e sabe AMAR ao seu próximo.

Nosso desafio é mudar o comportamento cotidiano, repensar nosso jeito de ser e aceitar se despojar de mesquinharias e individualismo, sentindo-se desafiado e aceitando construir um mundo melhor.

Todos estamos convocados e todos somos fundamentais para o sucesso desta obra.

Se até agora não dissemos, chegou a hora de iluminarmo-nos com este raio de esperança e todos, de forma uníssona, dizermos SIM À VIDA.

Autor

Everton Cury

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