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SEM PROBLEMAS: TROCA-SE O XERIFE – Crônica de João Eichbaum

09 de novembro, 2017 às 08:38 - por João Eichbaum

Um dos conceitos mais falsos que existem no sistema político é a chamada democracia. As ditaduras e as oligarquias são o que são, não se escondem. A monarquia é mais uma palhaçada do que uma verdadeira forma de governo: o rei e a rainha são a cereja do bolo e o povo é o bufão.

Mas, a democracia é a mais deslavada mentira. Foi inventada para iludir o povo. E isso não é de agora. Vem da sua origem. Da Grécia. Para dar o fora na elite dominante, alguns filósofos expertos inventaram o tal de “governo do povo pelo povo”.

Governo pelo povo, uma ova. Quem assumiu o governo foram os mais antenados. O povo, o povinho, a plebe, ou o povão – como queiram – ficou de fora. Só os “cidadãos” podiam votar e ser votados.  Escravos, mulheres e estrangeiros não entravam nessa.

Nos últimos tempos, desde que a religião do socialismo ortodoxo se estabeleceu no Palácio do Planalto, para lá levada por Fernando Henrique Cardoso, a democracia do Brasil está assim definida: enquanto a maioria trabalha e constrói, a minoria, ou seja, a vagabundagem, destrói, a pretexto de protestar. E assim vai a vida.

Em nome dessa mentira o Estado se agiganta, se intromete em tudo, toma o lugar da própria família, que é o cerne da sociedade.  A liberdade de pensamento e de opinião, embora seja garantia constitucional, não conta para os donos da democracia. Acima desse direito estão os direitos dos outros, os chamados direitos humanos, que privilegiam classes, tendências, costumes libertinos e condutas não aceitas pacificamente pela maioria.

Hoje, no Brasil, quem manda são as “minorias”. E nessas minorias se incluem os políticos que se apoderaram da pátria e se transformaram, eles mesmos, no próprio Estado: “l‘État c’est moi” (o Estado sou eu). Com o dinheiro advindo da corrupção, eles compram consciências e seduzem “aliados” para a formação da “maioria”, que faz o que eles querem.

Dentro desse sistema “democrático”, um presidente acusado de corrupção usa o Estado como instrumento de defesa: leiloa cargos e verbas em troca de votos que afastem de si o braço pesado da Justiça. Além disso, autorizado pelo sistema “democrático”, escrito e consagrado nos princípios constitucionais, escolhe seus acusadores e vai faceiro e feliz participar de sua posse.

E a “democracia” não para por aí, porque é imensa e abrangente. Se aparecem, por exemplo, 51 milhões de reais num apartamento e a polícia começa a chegar nos ladrões, troca-se o xerife. Isso é “democracia”.

 

Autor

João Eichbaum

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