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São Leopoldo venceu! – Artigo de Ibânes Mariano

17 de maio, 2018 às 09:54 - por Ibânes Mariano

A eleição municipal de 2016 foi concluída quase dois anos depois, a custo de um desgastante andar de recursos judiciais que tencionou o meio político e fez parecer com que tudo o que estava sendo feito neste período  tivesse um caráter provisório. Ary Vanazzi foi escolhido pelo povo leopoldense para ser o prefeito de São Leopoldo e teve que ser confirmado muitas vezes na Justiça Eleitoral. E lá venceu novamente.

A São Leopoldo do século XXI foi governada por Ary Vanazzi de 2005 a 2012. Nas parcerias com Lula e Dilma, no país, e Tarso Genro no Estado, a cidade recebeu em torno de R$ 1 bilhão em investimentos públicos e mais R$ 1,5 bilhão em investimentos privados. Tivemos acesso ao melhor do Brasil e vivemos um tempo de pleno emprego no município. Vanazzi governou a cidade numa lógica de fortalecer o papel do poder público municipal perante os cidadãos e cidadãs e na retomada de um protagonismo regional que teve seu ponto alto ao assumir a Presidência da Famurs, em 2012.

O governo que sucedeu a Vanazzi, (2013-2016) atuou numa lógica inversa e queria implantar em São Leopoldo o modelo tucano paulista de governar, o nada popular “Choque de Gestão”. Em resumo: um governo agressivo na diminuição do tamanho do município, tirando-o de quem mais precisa dele. Dentre os exemplos destacados estão a diminuição das políticas sociais e o alto endividamento do Semae, provavelmente com vistas a vendê-lo. E também, como um gesto de vingança política, ao invés de continuarem os projetos deixados pelo antecessor, procuraram judicializar ações aos quilos contra estes projetos. Muitas vezes era necessário apenas um ajuste, mas como não tinham estas ações nas suas prioridades, quem perdeu foi a cidade. Um exemplo foi a Praça da Juventude, cujos recursos foram perdidos por aquele governo tucano/peemedebista. Graças a esta falta de gestão, hoje São Leopoldo é uma das poucas cidades que não tem este espaço de esporte, lazer e cultura.

As gestões de Vanazzi preparam a cidade para o futuro, à espera de um intenso e longo período de crescimento econômico que traria benefícios sociais, mas que infelizmente foi impedido pela crise norte-americana que afetou o mundo todo, até hoje. O ritmo intenso não pode ser segurado porque o volume de obras e ações era muito grande. A cidade chegou a ter 250 programas em andamento. Em todos os cantos ou havia uma obra ou alguma ação.

O governo seguinte (2013-2016), que hoje parece ter sido abandonado por todos aqueles que dele fizeram parte, pois ninguém assume esta péssima experiência, só aprofundou a crise econômica da cidade, pois pagou mais caro por serviços, num momento que os custos deveriam ser baixado. Um exemplo é o preço da coleta do lixo extra domiciliar, que custava R$ 90,00 a tonelada, enquanto que hoje pagamos em torno de R$ 48,00. Existem muitos outros exemplos que foram expostos ao povo pelas auditorias coordenadas pela PGM; espantou investimentos com a retórica de se agarrar à crise, tornando-a um mantra de governo, fato que fechava as portas da cidade para os novos empreendimentos e, politicamente, foi um desastre com a linha de negociar com “sangue nos olhos”. Política esta que gerou uma das maiores greves da história da cidade e terminou com a coligação de partidos que sustentava o governo esfacelada em três pedaços. Mas um hábito se manteve: judicializar tudo o que envolvesse o governo Vanazzi, partes do governo Moa se transformaram em verdadeiros escritórios de acusação de Vanazzi, num absurdo que provava o medo do retorno deste ao governo.

Ary Vanazzi é hoje a maior figura pública de São Leopoldo. Recentemente se elegeu presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM); governou com muitos recursos e fez muito por São Leopoldo, por isto foi escolhido pela terceira vez para tirar nossa cidade da crise. Hoje, Vanazzi governa uma cidade em crise financeira e, mesmo com as armadilhas que recebeu, seu governo pagou 16 salários em 2017, mantém diálogo permanente com a população e procura dar conta dos problemas da cidade.

Os 6×1 no último julgamento do TSE deram fim a uma parte deste processo de desgaste dos partidos que perdem bases sociais e contribuem para judicializar a política. Foi um ato de superação que não deve ser visto como pessoal, embora também o seja, mas principalmente como uma vitória de São Leopoldo que confirmou um governo dedicado e um prefeito de tempo integral que está resgatando todos os 22 projetos que estavam parados no governo federal, sendo que 16 destes foram deixados encaminhados por ele em 2012 e que estavam mofando nas gavetas do governo anterior. A cidade de São Leopoldo precisa se unir para sair desta crise. Esta sempre foi a característica de nosso povo. E, além disto, não esquecer de lutar pelo Hospital Centenário, hoje maltratado pelo governo Sartori e que precisa de todos.

Ibanês Mariano é  Historiador

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