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Reforços de segunda

19 de janeiro, 2017 às 11:39

Noticiário de início de temporada da dupla Grenal não é nada animador. No que tange ao Colorado que preconizava fazer um grande time para se tornar heptacampeão gaúcho e buscar o título da Copa do Brasil e, sem dúvidas, passar voando sobre seus adversários na Série B, os nomes de Roberson, Néris, Klauss e outros menos cotados, não animam o torcedor.

Pelo lado tricolor que sonha com a Libertadores e voos mais altos, a coisa não está diferente. Mantendo-se assim e considerando-se que a largada do ano já incluiu a desclassificação dos juniores na Copa S. Paulo, a não realização da anunciada Copa dos Campeões, o anúncio da contratação de Kayke que foi parar no Santos e a do centroavante uruguaio Gabriel El Tanque que chegou “rachado” no joelho em Porto Alegre, se nada mudar, pode estar se avizinhando aí o início de uma nova série de 15 SEM … Será?

Cotas no Gauchão

Se é bem verdade que a dupla Grenal é que faz com que o Gauchão tenha visibilidade e atraia os interesses da televisão, não é menos verdade que sem os clubes do interior não existe campeonato. Isto posto, vamos aos fatos:

– Como competir contra a grandiosidade dos dois gigantes gaúchos, recebendo cotas que variam entre R$ 1,6 milhão (Brasil de Pelotas e Juventude) e R$ 1,1 milhão para os demais clubes do interior contra R$ 12 milhões para cada um dos grandes da capital?

– Além disso, pergunto se é justo clubes como VEC, Passo Fundo e Cruzeiro, por exemplo, que só jogam o Gauchão receberem o mesmo que os outros que disputam competições o ano inteiro?

– Por último, informo a colorados e gremistas que tem no RS a quase totalidade de seus torcedores, que retroalimentar o crescimento de seus aficionados é algo que está diretamente ligado à tratar bem e aparecer dignamente diante do seu torcedor. Só assim, as novas gerações se animarão a torcer por azuis e vermelhos da capital. Portanto, olhem com carinho para o interior e seus jogos durante o campeonato gaúcho.

Peleia duríssima 

Pelo que se houve e se vê nestes preparativos para o Gauchão que se inicia no próximo dia 17, a previsão de que será disputadíssimo tem tudo para se confirmar. As equipes estão muito parelhas, nos amistosos a marcação é o ponto forte e a paridade de forças também.

Penso que, dificilmente, a partir do momento em que a bola começar a rolar para valer, a  situação mude muito. O campeonato é curto e rápido, são apenas 11 jogos na fase classificatória, qualquer ponto vale ouro e para o interior, ser campeão vale muito mais: Copa do Brasil, série D para quem não tem vaga e R$ 400 mil que é fortuna para nossos miseráveis times pequenos.

Vai ser disputa até a última rodada e não se surpreendam se quatro ou cinco equipes chegarem lá, disputam classificação ou fuga do rebaixamento ao mesmo tempo.

Ninguém deseja

Não há dúvidas de que ninguém deseja Anderson. O Inter deve plantar notícias de interesse de clubes da série A do Brasileiro e alguns do exterior. De graça o “ex-atleta” é caro.

Autor

Everton Cury

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