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Radar do Quero-Quero – Tópico 01 – Hemodiálise HC

14 de julho, 2017 às 20:59 - por Bado Jacoby

 A realidade da relação hospital Centenário e terceirizada responsável pela Clínica de Hemodiálise

Nos últimos dias mais um contrato e parceria entre Prefeitura municipal de São Leopoldo e empresa do setor da saúde se torno motivo para discussões e como não poderia deixar de ser, já está sendo usado como palanque eleitoral.

A situação saiu da esfera médica e administrativa e se tornou um acumulado de versões, abaixo assinados, informações e principalmente desinformações.

Nossa reportagem foi buscar informações e também ver o pq o problema está acontecendo e quem é responsável e principalmente, ver quais são as soluções e encaminhamentos para que mais uma vez a maior vítima desta situação, não sejam os usuários e dependentes deste importante e imprescindível serviço público.

Como em quase todas as terceirizações que foram feitas nos últimos anos pelas administrações municipais, esta que se encontra nos centros das discussões, é um bom negócio(e põe bom nisto) para a terceirizada e muito pouco vantajoso para o poder público e por consequência, para o cidadão que precisa deste serviço.

Nas primeiras informações passadas por meio de gabinetes de vereadores e de alguns pacientes da clínica, o governo municipal ou Hospital Centenário, estaria retendo de forma irregular valores carimbados(com verba específica) que deveriam ir para o serviço e sua terceirizada. Na verdade, os repasses são feitos pelo SUS diretamente para a empresa responsável pela clínica. Ou seja, não existem retenções ou desvios até pq estas verbas, saem direto do governo federal e vão direto para a conta da terceirizada.

Segundo informações obtidas junto a administração do Hospital Centenário, a receita média mensal da Clínica Terceirizada é de R$ 250 mil e a contra partida para o hospital Centenário é de 5%(cinco por cento) deste valor o que representa cerca de R$ 12 mil. Ainda segundo a administração do hospital,  a terceirizada utiliza espaço físico, luz, água e outras estruturas do HC.

Conforme se vê, o centro maior do “estremecimento” maior da relação é que como em outros casos, a direção do HC está buscando renegociar contratos e desta maneira, diminuir o deficit mensal que gira em torno de R$ 2 milhões. A direção do HC garante que não se tem qualquer intenção em desativar ou prejudicar o atendimento dos pacientes da clínica de hemodiálise  mas, precisa encontrar alternativas para conseguir equilibrar as contas e isto, só será feito com renegociações e ajustes em todos os serviços principalmente, nas terceirizações que hoje são responsáveis pela maioria dos atendimentos do hospital centenário.

O debate necessário que  está acontecendo, deve ser feito com serenidade e responsabilidade pelos agentes públicos e parcerias e que de imediato, se encontre um meio termo que mantenha o serviço sem prejudicar a população que em regra, fica no meio da politicagem e é a maior vítima.

E segue a vida no Reino de Castela e suas infindáveis terceirizações que em regra, são do tipo “caracu” que quase sempre as empresas terceirizadas entram com a cara e a administração e a população, entram com a outra parte…………

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

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