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Proteção dos animais: É o futuro agora ou nada no futuro – Artigo de Anderson Ribeiro

05 de setembro, 2017 às 11:48 - por Anderson Ribeiro

Este mês completamos 165 visitas de crianças e adolescentes ao canil municipal de São Leopoldo, uma marca histórica e inédita. Temos a convicção de que o futuro deve ser feito agora.

Partimos para uma política pública de educação dos jovens, de conscientização, e integração de animais com seres humanos, podendo assim reduzir os casos de maus tratos aos animais, de abandono e para que tenhamos delegados juvenis populares nas comunidades, gerando uma cultura positiva de ação em prol dos animais carentes.

Três escolas da cidade utilizaram o canil como tema central para as apresentações dos seminários de encerramento de semestre, outras quatro já preparam as teses para os próximos meses. Duas universidades, com trabalhos em desenvolvimento na área do direito, na área de relações públicas e na medicina veterinária, seguem o mesmo caminho. É o canil descendo o morro.

É muito importante reduzir a violência contra os animais. Em 2017 foram 169 casos de maus tratos atendidos, 203 casos de abandono de animais, e ainda restam 600 locais para vistoriar com denuncias de maus tratos. Números impressionantes que são o retrato das políticas públicas inexistentes no passado em todos os sentidos. É necessário então começar agora, formando as lideranças do futuro, mas do futuro breve, de amanhã mesmo.

Se em 2017 foram solicitados formalmente 203 pedidos de recolha de animais saudáveis para o canil municipal, nesse ritmo teríamos abrigados mais de 600 animais no final do ano, gerando uma despesa fixa anual de 2,6 Milhões de Reais para o município (o custo do sistema público e privado – casa de passagem – para abrigo de animais se equivale, em media R$ 300,00 mensais por abrigado). Então a questão do abandono e da falta de consciência das pessoas afeta a saúde, a infraestrutura, a segurança pública, pois a cidade deixa de aplicar verbas nestas áreas para pagar o preço do abandono dos animais nas ruas. Ou geramos consciência e senso responsabilidade comum agora, ou teremos logo ali à frente problemas gravíssimos de manutenção da vida em sociedade com tantos animais nas ruas.

O canil municipal abriga cerca de 300 animais, destes quase 150 apresentam alguma seqüela resultante dos maus tratos, amputações de membros, queimaduras, e agressividade decorrente de tortura. Na adoção, são cães especiais, para pessoas especiais. Pensemos nestes números após o trabalho de base com nossas crianças e jovens. Sem duvidas seriam menores.

Acreditamos no potencial de nossos jovens, mais do que no poder repressor do Estado. Ao reprimir um fato significa que ele já ocorreu, que já houve violência, então o rumo é no sentido de evitar que o dano ocorra, e isso somente a educação poderá fazer. Que estes nossos 165 jovens visitantes possam incentivar mais visitas, mais trabalhos de classe e inserir as suas comunidades neste debate contra qualquer tipo de mau trato.

Anderson Ribeiro é Secretário  municipal de Proteção Animal

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