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Prisão de Ex Presidente Lula é o desfecho final da ação mais célere da Justiça Brasileira – Artigo de Bado Jacoby

07 de abril, 2018 às 19:47 - por Bado Jacoby

O dia 07 de abril de 2018, vai ficar na história brasileira como a data onde se apresentou o último(?) capítulo da mais espetacular, ágil e finalmente com um desfecho relâmpago do mais rápido procedimento condenatório da história da justiça brasileira em todas as suas instâncias.

Uma sequência de ações cirúrgicas no âmbito de investigação, parte processual e finalmente a fase de julgamentos sempre com uma rapidez fora dos patrões do ordenamento jurídico brasileiro, levou um Ex Presidente da República para a prisão por acusação e condenação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O Ex Presidente Luis Inácio Lula da Silva teve como seus “algozes” o Juiz Federal Sérgio Moro e uma determinada equipe de Procuradores Federais que se empenharam como nunca, na busca de provas e condições para que se chegasse a esta condenação que levou Lula para a prisão. Este esforço e determinação, conseguiu criar mecanismos que mesmo sem provas consideradas materiais(evidências), para que o Juiz Federal Sérgio Moro, condenasse o Ex Presidente a mais de noves anos de prisão. Condenação que mais adiante, em tempo considerado fora dos padrões tradicionais pela agilidade, o TRF4 de Porto Alegre além de confirmar a condenação, ainda aumentou para mais de doze anos a condenação de primeira instância.

A condenação do Ex Presidente independente de justa ou injusta, constrange o ambiente jurídico, que conforme expoentes maiores dos operadores da área do Direito onde se incluem Ministros do STF,  Juízes de todas as instâncias e principalmente, Advogados que militam nesta área do direito, extrapolou e não respeitou ritos processuais e até da Constituição Federal.

Que este fato inédito na política e no judiciário nacional, não tenha servido apenas de uma vendeta de setores da sociedade e do serviço público, que viram e veem no Ex Presidente Lula a representação de perdas de privilégios e “Direitos adquiridos seculares” que de alguma maneira, se viu ameaçado pela primeira vez na história do Brasil, onde a  Senzala andou desfilando em frente a Casa Grande que de certa forma não autorizou estes(moradores da senzala social) a atravessarem o pátio do apartheid  social que pela primeira vez, saiu do armário de sua forma mais intensa e odiosa possível.

Esta condenação e processo da maneira como aconteceu, pouco teve de inspiração na tentativa de combater a corrupção até porque, se viu que na prática a continuidade da mesma é intensa e talvez ainda maior em todas as instâncias da coisa pública e do privado. E mesmo diante de fatos muito maiores e até mais materializados em termos de corrupção e escândalos, pouco ou nada se viu de indignação e protestos de parte da sociedade que a pouco mais de um ano, saiu patrioticamente com bandeiras e camisas da CBF, gritando pelo fim da corrupção.

A divisão social brasileira é clara e com certeza vai ter que ser recomposta de maneira rápida e serena sob pena, de nosso frágil pacto social desmoronar e deste desmoronamento, surgir como consequências aventureiros radicais que com certeza, vão intensificar este ódio e intolerância que está escancarando este abismo social que mesmo que pareça absurdo, nada mais é do que um retrocesso social ao feudalismo dos sinhozinhos representados pela elite do atraso que a séculos, trava a progresso efetivo do Brasil e principalmente, a possibilidade de ascensão social da maioria dos brasileiros, que só pode acontecer com intervenção do estado sob formas de políticas sociais especificas e claras de inclusão.

Enfim, a simbologia maior da prisão de Lula, não é um tapa e basta na corrupção endêmica e secular que assola o Brasil e transfere privilégios do estado para uma minoria que atua nos porões do poder desde 1822, na realidade, esta prisão é uma ação efetiva e bem planejada de um setor da sociedade que para se manter no poder e com seus privilégios seculares de maneira prática, emparedaram e exterminaram uma tentativa de resgatar excluídos sociais de muitos séculos. A de se esperar, que a justiça brasileira e principalmente a cidadania continuem sua cruzada contra a corrupção geral da república sob pena, de se confirmar que esta ação de criminalização de apenas um segmento da política nacional, não tenha sido apenas, um aviso que Senzala é Senzala e Casa Grande é Casa Grande.

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

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