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PONTO E CONTRAPONTO A QUATRO MÃOS – Artigo de Luciano Apolinário

15 de setembro, 2017 às 09:12 - por Luciano Apolinário

Já nem sei mais se ando mais preocupado com tantas coisas. O politicamente correto anda perturbando minha mente, a ponto de gerar tantos conflitos que tenho até medo de ir em festa de aniversário e pedir para comer um “negrinho”, que deveria ser chamado de brigadeiro, mas que também pode ser bullying com o pessoal da aeronáutica.

Veja como estão as coisas, se pedir para comer um negrinho posso ser visto como racista, xenofóbico, pedófilo. Se pedir para comer um brigadeiro, posso acabar preso, por ato atentório a dignidade das forças armadas ou quem sabe ser defendido por grupos de transgêneros que acusarão os milicos de fascistas.

A coisa tá preta! Puts, digo, complicada no ponto de vista de opiniões que fogem ao politicamente correto.

Tamanha é a dificuldade de se manifestar que a cada dia surgem grupos novos que vão atrás de uma polêmica seja lá onde ela se esconda.

De um lado vamos muitos vão em busca de liberdade de expressão, de outro chegam grupos que se expressam contra a liberdade de expressão.

Tem neguinho, ops, gente, confundindo safadeza do banco com safadeza no banco, tamanha a semelhança da orgia praticada.

 A coisa anda confusa mesmo.

São fascistas, nazistas, chavistas, mortadelistas, coxistas (ops, estes não seriam aqueles que ejaculam dentro do ônibus!!).

A humanidade parece que nunca esteve tão sem rumo. São tantas demonstrações de absurdos que, neste momento, penso que meu avô tinha razão quando olhava o Chacrinha e dizia que aquilo era uma “pouca vergonha”. Era pouca mesmo, mas agora a vergonha é nenhuma!

 Para evitar que meu texto ficasse contaminado pelos pensamentos de um pré-idoso de 45 anos, fui pedir ajuda a Mariana, minha filha de 12 anos, buscando uma visão atual sob o ponto de vista de quem esta ingressando neste mundo, formando convicções, enfrentando discussões, saindo da fase “criança inocente” para a fase “pré-adolescente que já recebe mais informações do que eu com 25 anos”.

A visão dela acaba por refletir exatamente a realidade que muitos insistem em não aceitar, e que foi assim definido por ela: “Hoje em dia a sociedade está cada mais diversificada, e aceitação destas pessoas, diferentes do padrão que a sociedade estabelece, é mais complicada”

De fato a questão é controversa. Quanto mais parecemos ser livres, mas reféns estamos ficando. Pensar diferente do que dizem que é o diferente, acaba tornando as pessoas tão diferentes que elas sequer podem buscar seus iguais.

Mas por fim, parece que fica a dúvida: Será que tanta diferença já não habita nossos meios há décadas ou até séculos? Quem sabe o que faltava era a formação desta gigantesca teia de contatos, conhecimentos e a velocidade da informação para que cada um possa ter a certeza que pensar fora da caixa também ajuda a se conhecer.

Eu nunca tive dúvida disto!

Luciano Apolinário é Advogado e fazedor de churrasco em sacada

 

 

 

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