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Osso Duro. Por Everton Cury

02 de outubro, 2017 às 08:52 - por Everton Cury

OSSO DURO
Na última quinta-feira (28) fui ao Cristo Rei assistir ao primeiro jogo eliminatório da Copa Paulo Sant’Ana entre Aimoré x Ypiranga de Erechim.
Confesso ter ido sem grandes expectativas, o que na prática se confirmou. Jogo muito disputado e de qualidade técnica muito baixa.
Pelo primeiro tempo e até o gol do Ypiranga (jogador que cruzou para o gol do time visitante estava em franco impedimento), o placar de 1 x 0 para o time capilé se justificava.
No entanto, após a igualdade no placar, a equipe Índia não mais se encontrou em campo e o time comandado por Hélio Vieira, caso fosse mais qualificado, poderia ter saído de S. Leopoldo com uma vitória.
Pelo que vi, associado ao gol marcado fora, o Aimoré terá um osso duríssimo para roer no jogo de volta nesta segunda-feira.
Não posso esquecer de dizer também, que o Ypiranga tem um esquema tático definido e claro, já o time comandado por Fabiano Borba, não conseguiu mostrar à mim e ao amigo Jeferson Machado a forma como joga.
Passamos toda a segunda etapa do jogo tentando chegar a uma conclusão que ao final foi esta: Parece um time de colégio, todos correm atrás da bola.
O destaque, para este que vos escreve, foi Marco Antônio, enquanto teve pernas. Jogador forte, habilidoso e vertical.

SÓ PARA A SÉRIE B
O Inter, após um início claudicante, mostra sua força na Série B do Brasileirão.
Ninguém mais duvida que voltará à elite e, provavelmente, como campeão.
No entanto, não pode se deixar enganar. O time tem várias deficiências.
Vejo com clareza que os resultados se devem muito mais ao orgulho próprio do grupo, que foi ferido, do que ao trabalho de Guto Ferreira. Certamente ele tem seus méritos, tendo conseguido tranquilizar o grupo e definir o time principal, assim como o presidente Marcelo Medeiros que adentrou ao vestiário ao término do jogo em que o time colorado foi surpreendentemente derrotado pelo Boa Esporte no Beira Rio e chamou todos à responsabilidade, lembram?
No entanto, me parece que o comando de D’Alessandro, o grande maestro da equipe, tem tido mais peso nesta retomada do que qualquer outro tipo de atitude oriunda do comandante técnico do time do Beira Rio. Esta impressão fica robustecida pelas declarações subjetivas de D’Ale após o jogo de ontem (Inter 2 x 0 Santa Cruz). Se o Inter quiser fazer boa figura na série A do ano que vem, terá que recompor a defesa em quase sua totalidade. Vejo muita deficiência na lateral direita, ali ninguém convence. Zagueiros? Só existe o lesionado Klauss em condições. Não me convenço com Vitor Cuesta, Léo Ortiz e Ernando. Eles condições de atuar num time que aspire título na divisão maior do futebol brasileiro.
Pelo lado esquerdo, só Uendel. Falta, ao menos um volante. Edenilson tem potencial para ser um bom reserva.
Ainda, mais um armador de qualidade e um centroavante para fazer sombra ao esforçado e identificado Leandro Damião.
Não é pouca coisa. Assim como está, o Inter tem time para ficar na segunda página da tabela.
Ôpa, ia esquecendo: No final do ano a direção colorada deve agradecer a Guto Ferreira por sua contribuição e procurar um novo técnico, se quiser aspirar algo maior. Guto também é de segunda divisão.

SINAL AMARELO
A decadência técnica do Grêmio é incontestável. O time já produziu muito mais.
Pode vencer a Libertadores? Claro que sim, mas nesta batida, poderá ser eliminado bem como nem conseguir classificação para 2018.
Kannemann que muitos adoram por sua raça, é um zagueiro deficiente que comete faltas em praticamente todos os lances de que participa. Se um árbitro colocar os olhos atentamente sobre ele, haverá uma chuva de pênaltis contra o tricolor por partida, assim como infindáveis cartões. Geromel é quem o salva.
Contratar Christian, mesmo com o histórico que tem mas há quase um ano sem disputar uma partida oficial é uma temeridade e, por favor, uma falta de critério. Posso até levar um cala-te boca, mas a lógica nos leva a crer que não estará em condições para disputas tão relevantes como as que se avizinham.
E Luan? Voltará com gás total? Sei lá, esta confusão em que está envolta sua permanência no Grêmio pode atrapalhar o rendimento do atleta. E o Grêmio sem ele é muito menor em campo. Isto está comprovado.

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