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Os números da Previdência Social brasileira: De um deficit de R$ 308 bilhões, setor publico mesmo representando apenas 4% dos beneficiados representa 28% deste deficit

09 de setembro, 2018 às 20:36 - por Redação do www.visaodovale.com.br

Servidores e militares vão gerar déficit de R$ 90 bi na Previdência. Estimativa foi apresentada na proposta de orçamento de 2019, enviada pelo governo ao Congresso

As aposentadorias concedidas a militares e a servidores públicos vão gerar um déficit de R$ 90 bilhões na Previdência Social no ano que vem, de acordo com estimativa apresentada pelo governo ao Congresso Nacional na proposta de orçamento de 2019.

Segundo informações da TV Globo, a previsão é que as contas da Previdência registrem rombo total de R$ 308 bilhões em 2019, dos quais R$ 218 bilhões são do Regime Geral e o restante, do Regime Próprio (servidores e militares).

O déficit da Previdência de servidores e de militares representa um custo maior para os cofres públicos já que, enquanto o Regime Geral atende a quase 30 milhões de pessoas, os regimes de servidores e militares beneficiam cerca de 1 milhão.

Dos R$ 90 bilhões de déficit: 

R$ 44,3 bilhões se referem a servidores: A receita obtida com a contribuição ao regime representa 45% do que será gasto com o pagamento de benefícios;

R$ 43,3 bilhões se referem a militares: A receita será de R$ 3,3 bilhões enquanto as despesas, R$ 46,6 bilhões;

R$ 2,4 bilhões se referem ao saldo negativo do pagamento de pensões e aposentadorias de regimes especiais a civis e a militares custeados pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Entenda o peso de cada categoria no deficit da previdência brasileira 

Os  Trabalhadores da área urbana e rural, setor público e privado, civis e militares têm regras e benefícios diferentes. Resultado disso é disparidade nas contas da Previdência .  Em 2017, a Previdência arrecadou R$ 414 bilhões e gastou R$ 685 bilhões. O dinheiro que entrou até aumentou, foram cerca de R$ 9 bilhões a mais, mas as despesas com aposentadorias e benefícios cresceram mais rápido: R$ 48 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

TODAS AS CATEGORIAS  

O rombo de quase R$ 270 bilhões é o resultado total e inclui todos os regimes de Previdência: iniciativa privada e poder público, trabalhadores urbanos e rurais, servidores civis e militares. O Nexo mostra qual o peso e a contribuição de cada um nas contas da Previdência.

O PESO DE CADA CATEGORIA NO DEFICIT   

O setor urbano: tem grande deficit absoluto em reais, mas é o que tem a melhor relação entre contribuição e despesas. Por outro lado, o grupo dos militares, que tem o menor gasto total, é o que menos recebe contribuições. O sistema dos militares e a Previdência do trabalhador rural arrecadaram em 2017, respectivamente, 8,15% e 7,75% do que gastaram com benefícios.

A previdência do setor privado O chamado Regime Geral de Previdência Social, que arrecada e paga benefícios a trabalhadores do setor privado, é administrado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Dentro do INSS existem dois sistemas com características, resultados e finalidades distintas: trabalhadores urbanos e rurais. NA CIDADE   É o maior dos regimes de Previdência do Brasil e também o que guarda melhor relação entre arrecadação e pagamentos.

Entre 2009 e 2015, por exemplo, conseguiu ser superavitário. Ou seja, naqueles anos especificamente o valor arrecadado de trabalhadores na ativa foi maior do que os gastos com benefícios. Desde 2014, no entanto, tem perdido arrecadação – um reflexo do aumento do desemprego e da crise econômica no Brasil. Por outro lado, o gasto com benefício só aumentou: saltou de cerca de R$ 375 bilhões em 2014 para pouco mais de R$ 560 bilhões em 2017 (em valores corrigidos pela inflação até dezembro de 2017).  O Brasil tem, só nesse regime, mais de 20 milhões de aposentados. Eles custaram em 2017, em média, cerca de R$ 1.751 mensais.

No campo:   a aposentadoria dos trabalhadores rurais foi estabelecida pela Constituição de 1988, com regras menos rígidas levando em conta as particularidades do trabalho no campo. Um trabalhador rural contribui por menos tempo e pode se aposentar mais cedo que quem está na cidade. Atualmente, esse regime paga benefícios a 9,5 milhões de aposentados. Isso significa que, dividindo todas as despesas pelo número de beneficiários, se chega a um custo médio mensal de cerca de R$ 1.061 por aposentado.

O setor público federal Civis:  o governo argumenta que a aposentadoria dos servidores é o principal foco da versão mais recente da reforma da Previdência. O deficit entre os servidores civis também vem aumentando ao longo dos anos. Em 2017, também bateu recorde: R$ 45 bilhões. Entre aposentados e pensionistas, os beneficiários do sistema de servidores da União são cerca de 630 mil. Isso significa que eles custam mensalmente, em média, cerca de R$ 10,4 mil. Menos da metade disso foi coberto com a arrecadação.

Militares: os militares das Forças Armadas foram excluídos da reforma de Michel Temer logo no início. O argumento do governo foi de que as mudanças no sistema militar seriam feitas em uma segunda reforma da Previdência. Considerando que o sistema militar tem, atualmente, entre servidores na reserva e pensionistas, cerca de 630 mil beneficiários, o custo de cada um é, mensalmente, superior a R$ 11 mil. É uma despesa per capita maior que a dos servidores civis, mas com a diferença de que a contribuição dos militares é bem menor.

Os restos do setor público: além disso, no deficit do setor público, há uma categoria intermediária classificada pela Previdência como “Demais”. Lá ficam pensões especiais, os benefícios do extinto Instituto de Previdência dos Congressistas e outras despesas. Essa categoria não arrecadou nenhum real nos últimos sete anos, período em que custou R$ 26,6 bilhões. Em 2017, o deficit foi de R$ 3,4 bilhões, que contribuiu para o resultado negativo total da previdência pública – que foi de R$ 86 bilhões.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/01/24/6-gr%C3%A1ficos-para-entender-o-peso-de-cada-categoria-no-deficit-da-Previd%C3%AAncia

Redação do www.visaodovale.com.br 

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

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