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O time de um só

14 de dezembro, 2016 às 10:54

logo-visaoEm meio a tanta precariedade e uma enxurrada de merecidas críticas, o Internacional teve um único acerto neste terrível ano de 2016, o seu goleiro Danilo Fernandes. Este sim foi o único atleta colorado que honrou a tradição e a história deste grande clube. Não fosse o seu arqueiro, o Colorado não teria chegado à última rodada do Brasileirão ainda lutando para não cair. Mostrou indignação, raça, determinação e muita qualidade. Foi o único a não sucumbir juntamente com a mediocridade que envolveu todo o grupo de jogadores. Enfim, neste mar de lama em que Vitório Píffero e Fernando Carvalho meteram o clube, Danilo é a única notícia boa.

Rasgou sua biografia

Endeusado como o maior dirigente colorado de todos os tempos, Fernando Carvalho colocou fora, em menos de seis meses, uma história construída no transcorrer de sua vida. Inexplicável ter contratado Celso Roth e afundado com ele. A explicação que encontro para tamanho equívoco e, principalmente, a manutenção do arcaico treinador, está na amizade que ambos nutrem. Além disto, Carvalho, desde que se envolveu com a negociação de jogadores, deixou de ser aquele dirigente torcedor interessado apenas no seu clube. Seus conceitos de futebol se perderam, sua astúcia se dissipou e sua perspicácia futebolística evaporou. O elogiado ex-presidente se perdeu e levou o Internacional consigo.

Vai ter que engolir

No entanto, o grande responsável pela derrocada colorada é Vitório Píffero. Cheio de empáfia, arrogante, prepotente e com ações e declarações absolutamente desastrosas, desconstruiu o Colorado. Sim, ele terá que engolir tudo o que falou, terá que se dobrar diante de sua incompetência. Se tiver um pingo de vergonha, sumirá para sempre dos holofotes do futebol. Ficará marcado como o pior presidente da história do glorioso S. C. Internacional.

2017 vai passar em branco

Jogando a segunda divisão em 2017, o Inter terá um ano de, tão somente, obrigações. Marcelo Medeiros herdou a triste missão de reconduzir o Inter ao caminho das vitórias. O próximo ano será o da reconstrução e deve passar em branco pois ao Inter só cabe uma tarefa: vencer a série B e retornar a divisão principal do futebol brasileiro. Para quem foi Tricampeão Brasileiro, Bicampeão da Libertadores e Campeão Mundial convenhamos: é muito pouco. Difícil de acreditar, mas o “planejamento” para queda se mostrou perfeito. Benza Deus.

Autor

Everton Cury

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