“Estrangeiros” agora são caienses

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Nascidos em outras cidades, seis personagens conhecidos da vida do Caí receberam a honraria do legislativo


17/12/2009 às 15:48

“Estrangeiros” agora são caienses

“Estrangeiros” agora são caienses

São Sebastião do Caí -

Seis personalidades ligadas à história de São Sebastião do Caí, mas nascidas em outros municípios, receberam na última sexta-feira o título de Cidadão Caiense. A homenagem, prestada pela Câmara de Vereadores, foi entregue em uma sessão especial do Legislativo, ocorrida no Centro de Cultura do município. A cerimônia, que começou às 19h30, abriu com a apresentação da Orquestra Municipal de Sopros. O título de Cidadão Caiense é uma homenagem feita pela Câmara de Vereadores. Ela é dirigida a pessoas que nasceram em outros municípios, adotaram Caí como seu lar e se dedicaram a atividades que engrandeceram o nome da cidade.
O presidente da Câmara, Valdir Raimundo Ramos, o Dico (PMDB), chamou para comporem a mesa, junto com os vereadores, o prefeito Darci José Lauermann (PMDB); o pároco da cidade, padre Heitor Morschel; o pastor da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana, Guido Broenstrup; o presidente do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), irmão Leonardo Semeria e o ex-secretária da Câmara e cidadão caiense desde 1996, Wallace Otto Kruse. Também participaram da mesa de honra o diretor do Jornal Fato Novo, Renato Klein, e o representante do Jornal Primeira Hora, Roque Lopes.
Depois da entrega dos títulos, pelos vereadores que sugeriram cada homenagem, os agraciados fizeram seus agradecimentos. A noite teve ainda a em entrega, pelo presidente da Câmara, de um cheque de R$ 218 mil ao prefeito Darci Lauermann. Segundo o vereador, dinheiro é resultado da economia feita pelo Legislativo caiense em 2009. O prefeito agradeceu a iniciativa. Darci também parabenizou os homenageados da noite e lembrou a importância do esforço comunitário para o crescimento do município.

Homenageados


Entre os homenageados na noite, o pastor Acácio Brizola Frick, da Igreja Assembléia de Deus, está em Caí desde 2004. Com 47 anos de idade, ele é natural de Palmeira das Missões e desenvolve em Caí um trabalho missionário que inclui ação de prevenção às drogas, oficinas de música e distribuição de alimentos.
Já o empresário aposentado Adail Antônio Rossetti, 65, está em Caí desde 1958. Figura importante do tradicionalismo do município, o atual patrão do CTG Lauro Rodrigues é natural de São Francisco de Paula. Outro homenageado ligado às tradições gauchescas, Alceu Silveira de Almeida, 64, nasceu em Vacaria, cidade que lhe rendeu o apelido pelo qual é conhecido. O trabalho com piquetes de laçadores tem ajudado a levar o nome de Caí a rodeios e eventos tradicionalistas por todo o Estado.
O advogado Arno Eugênio Carrard, 66, foi vereador em São Sebastião do Caí, quando Bom Princípio (sua terra natal) era uma localidade do município. Ex-procurador da República e ligado à causa emancipacionista, participou do surgimento de diversos municípios gaúchos.
Outro agraciado com o diploma de Cidadão Caiense, o comerciante Arno José Schlickmann, 57,veio em 1977 para Caí. Natural de Braço do Norte, Santa Catarina, por aqui ajudou a fundar o Coral Municipal que atualmente está sob sua regência.
Já a professora Jane Bohn, 58, é natural de Novo Hamburgo, mas passou a maior parte de sua vida em Caí. Foi secretária municipal de Educação entre 1989 e 2000 e atualmente voltou a integrar a equipe da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (Smecd).

Edição nro. 122

Capa da edição 122

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