A Lupatech irá ocupar um dos pavilhões que era da Antarctica, dando expectativas de progresso ao município
A Lupatech irá ocupar um dos pavilhões que era da Antarctica, dando expectativas de progresso ao município
15/02/2010 às 03:29
Encontro, no gabinete do prefeito, teve o vice Albano Kunrath, o diretor administrativo Gilberto Pasquale da Silva, o prefeito Cesar, o empresário Nestor Perini e o secretário Jônatas Weber
Ainda que a informação fornecida pela equipe do Visão do Vale há duas semanas
não tenha sido completa, fontes seguras de nossa reportagem garantiam a instalação de uma grande empresa na cidade de Feliz, fazendo uso do prédio da Antarctica. E assim está confirmado: a Lupatech SA, empresa de Caxias do Sul, adquiriu no fnal de janeiro o prédio da antiga Antarctica, na cidade de Feliz, que atualmente pertencia a Sulcorte, também de Caxias do Sul. A empresa, que deve investir cerca de R$ 8 milhões na planta piloto que instalará em Feliz, produzirá na cidade tubulação com revestimento especial para atender a demanda da Petrobras na extração do pré-sal e outros empreendimentos.
Segundo o diretor administ rat ivo Gi lber to Pasquale da Silva, a área recém adquirida representa o início deste novo empreendimento da Lupatech, que hoje atua em três frentes: produção de equipamentos e serviços para o setor de petróleo e gás, produção de válvulas para aplicações industriais e de peças e partes complexas e subconjuntos para a indústria automotiva. “Acredito que em
até dois anos tenhamos esgotado a capacidade produtiva da área, sendo
inclusive necessária uma ampliação. No espaço que temos hoje, que é de quase
12,9 mil m², poderemos produzir de 15 a 20 mil tubos mensais”, calcula.
Gilberto frisa que não há no Brasil planta similar à prevista para a unidade da
Lupatech de Feliz e que a tecnologia que será usada é pioneira. “Tubos como
os que produziremos aqui só são encontrados fora do país”, comenta.
Operando com toda sua capacidade, a empresa deve empregar até 40 pessoas. “Pode não ser um grande número, como em uma fábrica de calçados.
Isso acontece porque a produção é automatizada e muito tecnológica. Entretanto, a empresa será importante para o município, pois gerará grande retorno fnanceiro. A expectativa é que o faturamento anual inicial fque em R$ 12 milhões”, calcula Gilberto.
O investimento previsto, de RINITIAL_CONTENTnbsp; 8 milhões, inclui a compra da área e sua reforma, ampliação e aquisição dos equipamentos.
“Já estamos trabalhando na área, reformando e projetando a ampliação. Os equipamentos devem chegar até março. A ideia é iniciar a produção entre
maio e junho”, explica.
A Lupatech visitou outros municípios gaúchos antes de decidir-se por Feliz. O diretor Gilberto destaca que é característica da empresa procurar por mão-de-obra qualifcada, fácil acesso ao município, proximidade da matriz (em Caxias do Sul, onde a empresa conta também com um centro de pesquisa) e um conceito diferente de trabalho. “Já temos unidade em Veranópolis, por exemplo, onde vejo características semelhantes com Feliz. São lugares em que as pessoas levam o trabalho a sério e têm bastante vontade de trabalhar, algo ligado as características germânicas”, fala.
Além disso, o proprietário da empresa, Nestor Perini, revelou ao prefeito Cesar Assmann uma ligação mais forte com o município. “Minha família é da Forqueta, que hoje pertence a Vale Real.
Quando eu nasci, a localidade pertencia a Feliz, então sou felizense também. Recordo dos tempos em que se vinha para a cidade passear, fazer compras, o
que era um momento muito especial em nossas vidas. O que a empresa faz hoje não deixa de ser, para mim, uma volta às origens”, recorda.
Para o prefeito Cesar Assmann, a vinda da Lupatech confrma não só o processo de retomada do crescimento do município, mas também reforça o novo foco econômico de Feliz, que é o setor metal-mecânico. “Agora, a ligação com o passado se rompeu. Este era o último prédio que recordava os ciclos do leite (Parmalat), cerveja (Antarctica) e calçado (Reichert, Dilli e Ramarim) e que ainda estava desocupado e sem previsão de investimentos”, destaca. Cesar comenta, ainda, que faz-se necessário inclusive pensar em um distrito industrial, visto que as empresas instaladas na cidade dependem de sistemistas, os quais já levantam a possibilidade de instalar-se na cidade. “2009 pode ter sido um ano ruim para a arrecadação municipal, com o corte de RINITIAL_CONTENTnbsp; 1,3 milhão no nosso orçamento. Entretanto, se falarmos da atração de novos investimentos, nas obras realizadas e nos recursos obtidos junto ao governo federal, podemos avaliar o ano como muito
positivo”, conclui.
O desenvolvimento de Feliz depende muito do crescimento de empresas e da instalação de novas, e assim, empreendimentos como a Lupatech tendem a erguer o município a um patamar mais elevado, talvez até ao nível que Feliz ostentava no passado, quando era um dos municípios mais prósperos de todo o Rio Grande do Sul.