Primeiros colonizadores eram católicos, mas famílias evangélicas conseguiram fundar uma comunidade cristã ativa
Primeiros colonizadores eram católicos, mas famílias evangélicas conseguiram fundar uma comunidade cristã ativa
01/07/2010 às 11:14
Herdando de seus antepassados um rico cabedal de procedimentos culturais, sociais, Feliz sintetiza um histórico no qual estão inseridas a Paróquia e a Comunidade Evangélica.
Em sua grande maioria, os primeiros colonizadores de Picada Feliz eram católicos. Entretanto, as famílias evangélicas (luteranas) conseguiram traça sua caminhada, fundando uma comunidade cristã ativa tradicional.
Em um primeiro momento, o atendimento eclesiástico à população ocorreu de forma extremamente precária. Antes de o pastor Heinrich Hunsche, de Linha Nova, assumir o serviço os evangélicos felizenses eram atendidos por pastores de outras regiões. Para chegar aqui, eles passavam por muitas dificuldades, enfrentando, por exemplo, o temor e o terror das chuvas, das tempestades e as cheias dos arroios, riachos e até do rio Caí. Porém, recebidos nas casas dos membros da Comunidade, que eram bastante receptivos, eles sentiam-se bem
Quando o pastor Jahannes Peters chegou da Alemanha, em 17 de dezembro de 1871, ainda não havia igreja. Naquela época, os cultos eram realizados na casa J. Arend, aos domingos. Anteriormente, eles só ocorriam durante a semana.
Foi então que a construção da igreja começou a ser pensada. Desenvolvida sob a responsabilidade de 18 pessoas, a Casa de Deus, erguida em terreno doado por Carl Noll, foi inaugurada em novembro de 1875, na gestão do pastor Peters. Ela sucedeu a criação da Comunidade Evangélica de Feliz, surgida por volta de 1860. Na época, Feliz tinha 62 membros, Alto Feliz, 31 e Bananal 52, totalizando 145 membros ou famílias.
Depois de 22 anos da inauguração da Igreja, a comunidade adquiriu os sinos, que foram fornecidos pela “Bochumer Verein”, da Alemanha. Como o templo ainda não dispunha de torre, só construída em 1907, durante a reforma, eles foram colocados em um cavalete, ao lado do prédio. Bem mais tarde, em 1947, houve a construção do anexo ao altar. Ainda recentemente, em 1999, ocorreu a restauração do mezanino, antes de madeira e agora em concreto. No ano seguinte, o processo alcançou o telhado, o piso e o forro, que teve sua característica original resgatada.
Três comunidades abrigam
1473 membros batizados
Dividida em três comunidades, a Paróquia Evangélica abriga 1473 membros batizados. A de Feliz, por exemplo, conta com 1242 fiéis, enquanto a do Vale do Lobo tem 141 componentes. Para o segmento do Coqueiral restam 90 fiéis. Há, ainda, pontos de pregação no Arroio Feliz, bairro Matiel e Escadinhas. Em todos estes locais são promovidos culto infantil, da juventude, estudos bíblicos, canto coral, atividades dirigidas à casais e as da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), que, neste ano, em 2010, festejou 83 anos.
É interessante lembrar que a cidade já teve uma Escola da Comunidade. Em 1996, sob a direção do pastor Klasing, o estabelecimento tinha seu corpo de professores formado por Johann Dieter, Erdmann Bergmann, Robinson, Braun e Gëdecher. Irrompida em 1914, a I Guerra Mundial, que se estendeu a 1918, provocou o fechamento da instituição, onde as aulas ocorriam apenas no idioma alemão. Reaberta em 1921, com a chegada do pastor Holder, ela teve suas atividades novamente durante a II Guerra. A nova retomada das atividades aconteceu no início de 1950, à época do pastor Leche, com aulas da professora Asta Lohmann. Como seus antigos passaram à instituições estaduais, e a maioria não retornou, a escola foi desativada.
Pastores
Atualmente, a paróquia evangélica é comanda pelo pastor Jorge Klein, que assumiu o cargo em agosto de 2008. Antes, 16 outros nomes tiveram esta responsabilidade. A relação é a seguinte:
Friederich Klasing - 1896/1900
Heinrich Eduard Falk – 1900/1919
Georg Weidermann – 1919/1920
Georg Holder - 1920/1925
Friederich Schasse - 1925/1930
Hans Passmann – 1930/37-1937
Johannes Flogaus – 1937/1938
Georg Lecke – 1938/1955
Lothar Hennig - 1956/1970
Albino Trein – 1970/1977
Agildo Taucher - 1977-1978
Manfred Hasenach - 1978/1993
Silvio Tasche - 1993/1997
Rudi Wehrmann -1997- Janeiro 2008
Leonira Pagung - agosto 1998 até 2002 (2º pastorado, período parcial)
Paulo Janke – março de 2008 a julho de 2008 – estudante de TeologiaHerdando de seus antepassados um rico cabedal de procedimentos culturais, sociais, Feliz sintetiza um histórico no qual estão inseridas a Paróquia e a Comunidade Evangélica.
Em sua grande maioria, os primeiros colonizadores de Picada Feliz eram católicos. Entretanto, as famílias evangélicas (luteranas) conseguiram traça sua caminhada, fundando uma comunidade cristã ativa tradicional.
Em um primeiro momento, o atendimento eclesiástico à população ocorreu de forma extremamente precária. Antes de o pastor Heinrich Hunsche, de Linha Nova, assumir o serviço os evangélicos felizenses eram atendidos por pastores de outras regiões. Para chegar aqui, eles passavam por muitas dificuldades, enfrentando, por exemplo, o temor e o terror das chuvas, das tempestades e as cheias dos arroios, riachos e até do rio Caí. Porém, recebidos nas casas dos membros da Comunidade, que eram bastante receptivos, eles sentiam-se bem
Quando o pastor Jahannes Peters chegou da Alemanha, em 17 de dezembro de 1871, ainda não havia igreja. Naquela época, os cultos eram realizados na casa J. Arend, aos domingos. Anteriormente, eles só ocorriam durante a semana.
Foi então que a construção da igreja começou a ser pensada. Desenvolvida sob a responsabilidade de 18 pessoas, a Casa de Deus, erguida em terreno doado por Carl Noll, foi inaugurada em novembro de 1875, na gestão do pastor Peters. Ela sucedeu a criação da Comunidade Evangélica de Feliz, surgida por volta de 1860. Na época, Feliz tinha 62 membros, Alto Feliz, 31 e Bananal 52, totalizando 145 membros ou famílias.
Depois de 22 anos da inauguração da Igreja, a comunidade adquiriu os sinos, que foram fornecidos pela “Bochumer Verein”, da Alemanha. Como o templo ainda não dispunha de torre, só construída em 1907, durante a reforma, eles foram colocados em um cavalete, ao lado do prédio. Bem mais tarde, em 1947, houve a construção do anexo ao altar. Ainda recentemente, em 1999, ocorreu a restauração do mezanino, antes de madeira e agora em concreto. No ano seguinte, o processo alcançou o telhado, o piso e o forro, que teve sua característica original resgatada.
Três comunidades abrigam
1473 membros batizados
Dividida em três comunidades, a Paróquia Evangélica abriga 1473 membros batizados. A de Feliz, por exemplo, conta com 1242 fiéis, enquanto a do Vale do Lobo tem 141 componentes. Para o segmento do Coqueiral restam 90 fiéis. Há, ainda, pontos de pregação no Arroio Feliz, bairro Matiel e Escadinhas. Em todos estes locais são promovidos culto infantil, da juventude, estudos bíblicos, canto coral, atividades dirigidas à casais e as da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), que, neste ano, em 2010, festejou 83 anos.
É interessante lembrar que a cidade já teve uma Escola da Comunidade. Em 1996, sob a direção do pastor Klasing, o estabelecimento tinha seu corpo de professores formado por Johann Dieter, Erdmann Bergmann, Robinson, Braun e Gëdecher. Irrompida em 1914, a I Guerra Mundial, que se estendeu a 1918, provocou o fechamento da instituição, onde as aulas ocorriam apenas no idioma alemão. Reaberta em 1921, com a chegada do pastor Holder, ela teve suas atividades novamente durante a II Guerra. A nova retomada das atividades aconteceu no início de 1950, à época do pastor Leche, com aulas da professora Asta Lohmann. Como seus antigos passaram à instituições estaduais, e a maioria não retornou, a escola foi desativada.
Pastores
Atualmente, a paróquia evangélica é comanda pelo pastor Jorge Klein, que assumiu o cargo em agosto de 2008. Antes, 16 outros nomes tiveram esta responsabilidade. A relação é a seguinte:
Friederich Klasing - 1896/1900
Heinrich Eduard Falk – 1900/1919
Georg Weidermann – 1919/1920
Georg Holder - 1920/1925
Friederich Schasse - 1925/1930
Hans Passmann – 1930/37-1937
Johannes Flogaus – 1937/1938
Georg Lecke – 1938/1955
Lothar Hennig - 1956/1970
Albino Trein – 1970/1977
Agildo Taucher - 1977-1978
Manfred Hasenach - 1978/1993
Silvio Tasche - 1993/1997
Rudi Wehrmann -1997- Janeiro 2008
Leonira Pagung - agosto 1998 até 2002 (2º pastorado, período parcial)
Paulo Janke – março de 2008 a julho de 2008 – estudante de Teologia