Cofferri fala sobre campanha Caí fora do Crack
São Sebastião do Caí -
A prefeitura de São Sebastião do Caí deve implantar a partir de fevereiro oficinas para crianças e adolescentes e iniciar um trabalho de intervenção direta em escolas e comunidades para a prevenção de drogas, principalmente o crack. As ações fazem parte do programa Caí fora do crack, lançado na noite da última quinta-feira, no Centro de Cultura do município. O lançamento fez parte da programação do Natal no Coração.
Segundo o secretário Municipal de Saúde, Fernando Cofferri, a cerimônia marcou o início da distribuição do material informativo sobre prevenção. ”Colocamos a campanha na rua, apresentando o slogan (Viver é a melhor escolha) e os fôlderes e adesivos. A idéia é preparar terrenos para as ações de 2010”, assinala Cofferri.
Estrutura
Durante a cerimônia no Centro de Cultura, a Secretaria também apresentou a estrutura e o pessoal que darão suporte à campanha. “Temos o reforço do Primeira Infância Melhor (PIM) e o suporte do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)”, explica o secretário.
O PIM abrange a questão das drogas indiretamente, garantindo a saúde da criança desde a gestação, evitando que as mães usem substâncias que prejudiquem seus bebê passivamente. Já o CAPS será a porta de entrada para o atendimento, já que atua diretamente na saúde mental da população, oferecendo ajuda também a viciados.
Cofferri lembrou também a preparação do grupo Conversando com a gente, que fará a linha de frente nas escolas e nas comunidades. Uma turma de técnicos vai percorrer o município em bate-papos com a população, com conversas francas sobre a questão das drogas. A idéia é, além de repassar orientações, coletar informações que possam orientar outras ações, como as oficinas para ocupar os jovens.
Expectativa
O prefeito Darci Lauermann falou durante o lançamento do Caí fora do crack, elogiando o engajamento do pessoal da Secretaria de Saúde. “Não viramos as costas para um dos mais graves problemas que assolam São Sebastião do Caí.”
Já o presidente do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), irmão Leonardo Semeria, elogiou a iniciativa, mas ressaltou a necessidade de que as ações realmente saiam do papel. “Se a droga gera prazer, precisamos ocupar a mente dos jovens com coisas sadias que também geram prazer.” E é aí que, segundo Leonardo, entram as oficinas de esportes, música e outras atividades. “E não esqueçamos também de quem já entrou nas drogas. É difícil sair, mas sempre vale a pena lutar por uma vida”, ressaltou.