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A “missão” Sebastianista de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol

15 de maio, 2017 às 12:32

Operação Lava Jato, a chance perdida por vaidades e ideologizações

A operação lava jato que há quase 2,5 anos praticamente domina todos os debates que vão desde as mesas de botecos até os mais renomados e alguns não tantos operadores do direito, mostrou neste tempo de ação, que a intenção maior de sua existência que era de ferir mortalmente a corrupção endêmica em todos os poderes da Republica, está se perdendo pela vaidade, arrogância e principalmente, pela ideologização  de seus principais operadores representados nas figuras dos  Senhores Juiz Federal Sérgio Moro e pelo Procurador do MPF Deltan Dallagnol. Estes, atuam de maneira nada discreta com a intenção de criminalizar uma agremiação partidária e ao mesmo tempo fazem vistas grossas para indícios e evidências(já que os mesmos criaram e acreditam em evidências) iguais ou até mais graves cometidos por segmentos partidários da política brasileira.

Estes dois, Moro e Dallagnol, estão tentando representar o “Sebastianismo Messiânico” tão esperado pela população brasileira que há muitos séculos, espera a chegada daquele ou daqueles, que vão transformar a coisa pública brasileira da secular pornografia representante por roubos, desvios e principalmente privilégios oferecidos para a Casa Grande, em  uma moralizada e depurada gestão pública em sua amplitude maior.

Acontece, ou melhor, aconteceu que nossos messiânicos em algum momento da jornada de salvação nacional, não mais conseguiram disfarçar suas ideologias e preferencias políticas e de maneira explicita, colocaram como meta maior, criminalizar um só lado(se é que existem lados)  dos envolvidos nas sacanagens generalizadas na República Brasileira.

Conseguiram aumentar ainda mais a divisão nacional fomentando ódios e preconceitos pela demonstração de suas parcialidades na condução diferente para sacanagens parecidas, mas, sempre com dois pesos e duas medidas conforme a ideologia dos potenciais infratores.

Os reclames e indignações sobre a atuação de nossos “Messias” da moral e da ética, já não são somente de militantes partidários que se revoltam contra a “perseguição” para com seus pares e preferidos mas também, de cabeças mais arejadas que percebem claramente que o movimento atual desta operação, deixou de ser ampla na busca da justiça e se transformou em um jogo de gato e rato onde o objetivo se tornou claro para todos.

A criação do “Direito Seletivo” adotado como doutrina pelos condutores da Lava Jato está fazendo se perder a maior oportunidade já materializada em mais de 300 anos de sacanagem, para que se consiga diminuir a promiscuidade das relações entre os entes públicos e privados. Sobre estas relações, é que elas sempre são  alimentadas pelas divinas tetas de governos de todas as ideologias. Este tal Direito Seletivo está fazendo uma condenação política(que não deveria ser o objeto maior) e deixando a questão penal como função e intenção secundária o que mais adiante, vai ser motivo das maiores teses de defesa dos possíveis condenados.

A divisão nacional entre bandidos e mocinhos, o bem contra mal, coxinhas e mortadelas, ganhou fermento por esta maneira seletiva e ideológica que tomou o rumo da operação Lava Jato. O que menos o Brasil e os brasileiros precisavam neste momento crítico de nossa história, onde finalmente se mostrou as entranhas da roubalheira institucionalizada, é que os protagonistas que poderiam ser os divisores de águas para se melhorar a ética e moral nas relações econômicas entre estado e privado, estejam, jogando esta oportunidade na vala comum pelo simples fato, de adotarem a seletividade na “perseguição” de participantes nos crimes de corrupção contra o estado brasileiro.

Que estes “Messias Sebastianistas” materializados nas figuras do Juiz Dr Moro e seu fiel escudeiro Procurador Dr Dallagnol, façam uma reflexão de como estão agindo em relação ao todo sobre as investigações de corrupção sob pena(nada a ver com tucano) de se tornarem protagonistas de mais uma investigação tipo jogando para parte da torcida e esquecendo-se de suas reais funções e obrigações que devem ser norteadas pela imparcialidade e principalmente, sem preferências ideológicas e partidárias.

O Brasil e os Brasileiros sem paixão, esperam e torcem para que não se jogue fora esta oportunidade oferecida pela Lava Jato e que a maioria das “evidências” de enriquecimentos não sejam deixadas de lado por quem tem que olhar com carinho, todas as “evidências” sem viés ideológico.      

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

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