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“MEU FILHO, MEU HERÓI”, NÃO BASTA SER PAI, TEM QUE PARTICIPAR.

13 de agosto, 2017 às 07:44 - por Jéferson Machado

 

Paulo Cesar Gelchaki, 46 anos, Pai de João Pedro Gelchaki de 06 anos parece não ligar muito para a tal modernidade em criar o filho, prefere fazer ao modo antigo, mesmo que a tecnologia conspire contra, acreditem, ele joga bola com o filho todas as semanas, isso mesmo estamos em 2017 e o Pai joga goleirinha com o filho em pleno asfalto.

 

 

 

Nem o asfalto que no verão chega próximo aos 45 graus e no inverno úmido beira a zero grau, impede eles de pegarem suas goleirinhas e colocarem na frente do prédio onde moram, na Rua Clemente Pinto no Bairro Fião, onde passam horas jogando bola aos gritos como se estivessem num Maracanã lotado, Maracanã não, melhor seria dizer que estão no Estádio Urbano Caldeira, esse ninguém conhece né? então digamos Vila Belmiro, a Vila famosa, onde Pelé fez história e Neymar deu sequência, apenas 02 de muitos ídolos que passaram por lá.

Os dois são santistas e tem como segundo clube o Aimoré, a paixão pelo Santos vem de família segundo Paulo: “vem de União da Vitória-PR, Cidade natal dele, onde aprendeu a torcer pelo “PEIXE””, paixão que está passando para o filho João Pedro, como estão morando em São Leopoldo e João Pedro é Capilé, o Aimoré passa ser a opção gaúcha deles.

Maior que a paixão pelo Santos, somente a Simone, hoje esposa de Paulo Cesar e Mãe de João Pedro, ela foi o motivo dele se tornar Gaúcho por adoção, pois em 1994 largou tudo em União da Vitória-PR para vir para Novo Hamburgo onde o pai de Simone veio morar por opção profissional, como a distância poderia ser fatal ao relacionamento Paulo resolveu apostar suas fichas no relacionamento, veio atrás do que seu coração pedia e acabou vencendo.

Em 1996 casou-se com Simone e depois veio morar em São Leopoldo, onde 2011 nasceria o João Pedro, funcionário dos Postos Sapatão desde que aqui chegou, hoje é Gerente do Posto de Estância Velha, onde cumpre uma jornada muita puxada, mas isso não o impede de fazer o que, segundo ele lhe dá o maior prazer, que é curtir os momentos em parceria com João Pedro.

A relação Pai e Filho segundo Paulo é de amizade, mas com limites, ele é o Paizão nas horas de lazer, mas não perde a oportunidade de dar uma dura quando se faz necessário, segundo ele essa “CUMPLICIDADE” facilita na aproximação e também na cobrança.

Em contrapartida João Pedro hoje na primeira série do Colégio São Luiz e na Escolinha de Futsal São Léo, brilha os olhos ao falar do Pai, confidência sarcasticamente o apelido do Pai, “PIRULITO”, solta algumas risadas, mas é inegável o encanto do Filho pelo Pai.

 

Fiz algumas perguntas ao Paulo:

Pergunta: O que te motiva a ser tão parceiro do teu filho?

Resposta: Se eu não for parceiro de meu filho hoje a rua está ai para abraçar, então quero ser não só o Pai dele, quero ser um amigo de fé, um irmão camarada.

P: Mas esse laço de amizade entre vocês não pode tirar o respeito?

R: Acho que podemos ter limites, na hora que tenho que ser amigo eu sou, mas na hora de dar a dura sei ser o pai.

P: Tu espera algum retorno com este modelo de Pai?

R: Não, espero apenas que ele seja justo, que saiba aproveitar o que recebe e no futuro possa retribuir aos filhos dele.

P: Vale a pena esta dedicação, em pleno domingo após o almoço, enquanto os pais vão ao berço, ou ao sofá, tu ir para o asfalto jogar goleirinha?

R: Nossa, isso não tem preço, não tem preço mesmo, só eu sei o quanto eu ganho nesses minutos, esse momento é nosso, é único, não tenho como mensurar isso, só sei que vale muito, muito mesmo a pena ganhar esse tempo.

P: Para finalizar, o que significa essa relação com teu filho?

R: Sempre ouvi uma frase “MEU PAI, MEU HERÓI”, pensei em fazer diferente, pensei assim: “MEU FILHO, MEU HERÓI”, para isso dedico minha vida.

 

 

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