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Me dá um dinheiro aí

18 de maio, 2017 às 16:32 - por João Eichbaum

Crédito: Reprodução/Internet

Desde que a república foi redemocratizada pelo PSDB, PMDB, PT e outros partidos de cujos nomes o povo nem se lembra, parece que a ideia dominante é de que a liberdade necessita de dinheiro para sustentar a democracia. Desde então, se tem a impressão de que a frase mais usada nesse período é essa: “Me dá um dinheiro aí”.

Na trajetória política da chamada nova república, o presidente eleito Tancredo Neves não assumiu, mas deixou como herdeiro o Aécio Neves, que hoje é manchete nacional. José Sarney, tendo recebido da morte do Tancredo a faixa de presidente, não engrandeceu apenas seu patrimônio. Como bom pai, botou seus filhos na única profissão com a qual se enriquece só com blábláblá: a política.

Depois dele, veio o fanfarrão Fernando Collor de Melo, das Alagoas, que meteu a mão na poupança dos brasileiros e manteve o país no redemoinho da inflação, inaugurado pela dita nova república. O pontapé do impeachment o levou à renúncia. E o motivo de tudo isso foi exatamente o que vocês estão pensando: dinheiro.

O tempo em que Itamar Franco ficou presidindo a República foi muito pouco e do ilustre falecido a única coisa que se sabe é que gostava de mulher sem calcinha. Mas sobre seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, cujo nome passou pela boca de alguns delatores premiados, corre muita história mal contada. Fala-se muito dos cifrões que garantiram sua reeleição.

No governo do PT, a verdadeira política foi realizada pelas siglas OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, que praticam a democracia do cifrão. O Lula, por ser honesto, tem uma renda mensal de apenas cinquenta mil reais, mas seu filho, que nunca apregoou honestidade, é um dos homens mais ricos da Brasil.

Dilma, a sucessora do Lula, está na fase das explicações sobre a relação entre o poder econômico e o seu PAC. E, como a história anda, chegou a vez do Temer. Esse senhor, é pai de um guri, Michelzinho, que com doze anos já tinha um patrimônio de dois milhões de reais. A mãe do menino é uma bela senhora, recatada e do lar, que precisa de babá para seu guri. Hoje o nome do Temer enche as manchetes com as más notícias de que ele teria comprado sua honra, mediante mesada de quinhentos mil, paga a um presidiário chamado Eduardo Cunha.

Esse é o sistema, que faz dos políticos do Brasil as pessoas mais saudáveis do planeta. Eles sorriem e festejam a vida, tranquilizados pela certeza de que ao povo basta a democracia, que lhe dá liberdade para xingá-los. Essa mesma democracia representa para eles a força da fênix: das cinzas da corrupção, a cada quatro ou oito anos, eles renascem para a política.

 

Autor

João Eichbaum

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