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A JUÍZA E O TAMANHO DOS HOMENS – Crônica de João Eichbaum

02 de maio, 2018 às 13:36 - por João Eichbaum

Dois senhores descomprometidos com o batente, um brasileiro e um argentino, convencidos de que são grandes coisas, se achando pessoas muito interessantes, senão as melhores do mundo, e se avocando a autoridade de quem está apto a presidir o juízo final, quiseram dar um carteiraço na Polícia Federal de Curitiba.

Adolfo Perez Esquivel, um argentino que, no século passado, encheu os bolsos com aquela grana preta que o parlamento sueco distribui para quem engambela ingênuos com lorotas de paz, e Leonardo Boff, um padre que trocou o evangelho de Jesus Cristo pelo do Lula, chegaram na Polícia Federal com aquele jeitão:  sabe com quem ta falando?

Ambos queriam visitar o Lula, sem entrar na fila, sem serem apalpados por policiais grandalhões e musculosos, sem se sujeitarem ao que determina a lei. Deram com os burros n’água, claro. Trombaram com a fortaleza da Justiça, representada pela juíza Catarina Moura Lebbos.

Diz a lei, expressamente, que constitui direito do preso “visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados”. Ou seja, há regras, porque a ordem pública as exige. Imagine-se: com a legião de apaixonados que tem o Lula, o que aconteceria, se todos resolvessem beijar o seu amor e lhe regar com lágrimas aquelas barbas de vassoura, em qualquer dia e a qualquer hora?

“Prêmio Nobel da Paz”… Uma picaretagem internacional que até hoje não resolveu e jamais irá resolver um problema criado e sustentado pela própria natureza do animal humano, a violência. Só os suecos parecem ignorar que o homem foi feito para as duas coisas: para o amor e para a guerra. A hipocrisia está na origem do instituto. Quem instituiu o prêmio Nobel da paz foi exatamente o inventor da dinamite, o sueco Alfred Nobel. Ao criar o galardão, ele quis comprar a paz para si mesmo, tentando abafar os ruídos ensurdecedores de sua consciência.

Agora é tarde: a paz será sempre uma utopia, enquanto houver homens e dinamite sobre a face da terra. Só deslumbrados sem noção acreditam no contrário. Felizmente, entre os energúmenos não se encontra a doutora Catarina Moura Lebbos. A juíza federal das Execuções Penais em Curitiba não acredita em contos suecos da Carochinha, nem em papos furados de padres arrependidos. Ela cumpre seu papel, medindo os homens apenas com a régua da lei, que é sempre maior do que os mensurados.

 

 

Autor

João Eichbaum

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