Hoje é sábado, 16 de dezembro de 2017

Publicidade

Hospital Centenário de São Leopoldo: A renúncia da competência e a Zumbilândia

19 de novembro, 2017 às 11:44 - por Bado Jacoby

A interferência desastrosa dos senhores da excelência em gestão na administração e na política de saúde do Hospital Centenário, é mais uma das tantas demonstrações da total falta de competência para gerir minimamente a coisa pública e o agravamento da crise da instituição, é a maior prova desta aventura administrativa e política que a cidade de São Leopoldo enfrentou entre  2013 e 2016.

O último governo teve como seu derradeiro e permanente discurso, a gestão “profissional baseada em um radicalismo pelo zelo do dinheiro público” e a partir deste dogma maior, pautou todos os seus atos, ações, decisões e realizações(???) durante os 36 meses que comandaram a gestão da Prefeitura de São Leopoldo.

Este grupo de revolucionários gestores como golpe final, largou a barca nos últimos seis meses do governo que comandaram e na maior cara dura, lançou uma candidatura própria. Ou seja, este mesmo grupo abandonou o governo que lhes deu guarita, e ainda saíram, fazendo fortes críticas ao governo que eles mesmos comandaram durante todo o tempo.

Com muita competência conseguiram deixar alguns “representantes” no governo que abandonaram e entre estes tantos representantes, estava o comandante da Fundação Hospital Centenário o Senhor Gilson Gotardo que lá ficou para zelar pela maquete do novo hospital.

O hospital centenário já vinha cambaleando como consequência de más gestões e de seu eterno corporativismo e com chegada destes senhores da excelência em gestão, conseguiu, piorar sua situação administrativa, financeira e de relação com a parte técnica da instituição.

A partir do momento da total “dominação” de todos os setores do Hospital(tiraram o pessoal do omisso PMDB), a doutrina sangue nos olhos agora lá representada pelo novo comando, se fez presente e atuante e assim, a tragédia, começou.

Se inicia a operação MAQUETE e tudo no Hospital era direcionado para a construção do “NOVO COMPLEXO HOSPITALAR DO CENTENÁRIO” e o resto que no caso era a continuidade do dia a dia da instituição, ficou para um segundo ou até terceiro plano. Tudo e mais um pouco, era canalizado para o super projeto que tinha a Faculdade de Medicina da Unisinos que nem sequer ainda estava aprovada pelo Ministério da Educação, como a solução de todos os problemas da única casa de saúde de São Leopoldo.

Foram se passando dias, semanas, meses e por fim anos, e a não ser os ZUMBIS porta vozes da instituição que marcavam datas para o inicio das obras e conclusão do novo complexo, nada de concreto acontecia ou venho acontecer.

Nosso grande comandante do Hospital, virou protagonista de um enredo midiático onde uma maquete e um jornal conseguiram transformar um hospital sucateado e abandonado, em UM NOVO COMPLEXO HOSPITALAR onde a sala de espera e recepção eram dignas de um hotel cinco estrelas dos Emirados Árabes.

Cenas e fatos hilários se somaram ao dia a dia da instituição e até perfurações tipo prospecção de petróleo eram feitas e imediatamente saudadas pela Zumbilândia que aplaudia e alardeava os grandes feitos  dos grandes gestores do “quase pronto” novo complexo hospitalar.

A aventura da gestão talvez tenha atingido sua plenitude, com a famosa licitação para as obras das reformas de diversas clínicas do FHC(Multiclínica, Clínica Dr. Bayard, Clínica Pediátrica, Clínica de saúde mental, Clínica de cardiologia, Clínica C2 e Clínica D) onde o “vencedor” da concorrência informou que os valores não eram suficientes para a conclusão da obra e mesmo assim, foi declarado vencedor e conforme declaração do próprio vencedor, seria “compensado” em outras obras. O resultado, desta concorrência, estão bem demonstradas nestes locais que deveriam terem sido reformados por esta licitação e posterior obra.

O hospital centenário, vive hoje a sua maior crise financeira e não se pode simplificar estes problemas de várias décadas jogando os mesmos, apenas na desastrosa gestão passada. Mas, o que não é nenhum exagero, é afirmar que a última gestão primou pela incompetência e nunca teve qualquer iniciativa prática em resolver os crônicos problemas da instituição e em vez disto, transformou o dia a dia do hospital em um balcão de negócios com empresas terceirizadas e ao mesmo tempo, hostilizava seu quadro de servidores como se os mesmo fossem os culpados destes desmandos administrativos e uso político e corporativo que a muitos anos são o dia a dia do nosso único hospital da cidade.

Disto tudo, fica a lição de que o limite e esgotamento do hospital chegou em seu derradeiro tempo e se, a comunidade como um todo não se unirem sem ranços políticos e pessoais, a população Leopoldense, não sem demora vai estar sem os serviços do cambaleante mas pelo menos ainda salvador Hospital Centenário e daqui a pouco, nem festinhas para se fazer selfs e colunas sociais ele não mais vai servir.

 

 

 

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

Publicidade

2016 - Todos os direitos Reservados