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A HORA É DE ENTENDIMENTO – Artigo de Luciano Apolinário

25 de agosto, 2017 às 09:45 - por Luciano Apolinário

Pela honra de poder opinar neste novel espaço, antecipo desde logo meus sinceros agradecimentos pelo convite da equipe Visão do Vale.

Sou oriundo de uma família leopoldense, cujo pai manteve uma indústria na cidade ao longo de 47 anos. A WAS Reboques foi então minha primeira faculdade.  Mesmo graduado em direito no ano de 1997 optei pela advocacia somente em 2003, sendo que em 2004 iniciei minha incursão na vida pública. Ao todo foram cerca de dez anos como assessor jurídico e procurador-geral adjunto em Gravataí, secretário de Governo e outras tantas andanças políticas, inclusive no solo capilé.

Nesta caminhada, as quais resumimos para evitar cansar o leitor em nossa primeira intervenção, acabamos conhecendo boa parte das tendências políticas partidárias, dos mais variados posicionamentos, bem como as diversas formas de condução administrativa.

Pela convivência com os atos administrativos, pautados pela lei e sopesados por questões partidárias, passamos a entender muitas das decisões tomadas pelos administradores.

E quando escrevo “entender” não quero dizer que eu tenha concordado com todas elas, mas tão somente passei a entender o motivo de muitas decisões, quase sempre pautadas pelo contexto partidário que, ao meu modo de ver, infelizmente prepondera sobre qualquer outro interesse.

 Por conta disto, não me surpreende o sem fim de notícias que chegam até nós sobre problemas administrativos, falta de recursos públicos, deficiência nos serviços a comunidade. Todos eles decorrem de uma causa: anos e anos sem a preocupação dos gestores com uma gestão comprometida e voltada ao verdadeiro interesse público.

 Regionalizando o assunto, podemos abordar mais recentemente o problema acerca da falta de fornecimento de serviços as escolas municpais de São Leopoldo, decorrente da falta de pagamento a empresa contratada.

 Antes de qualquer “grenalização” (estes neologismos das mídias sociais vingam mesmo) acerca de quem seria a culpa pelo problema de caixa nos cofres municipais é preciso entendermos que é necessária uma solução de fato e que ela não passa pela instigação de A contra B, ou como está na moda: De coxinhas X mortadelas.

 A consequência de todas as irresponsabilidades administrativas é cruel. Atinge pessoas que deveriam estar aprendendo que uma democracia é muito mais que serviços públicos deficitários, fraudes e conchavos políticos.

 Por outro lado, não há inocentes neste cenário, muito menos na redação destas palavras.

 A política de instauração do caos serve tanto para os nosso atores A, quanto para os B. Porém, isto somente interessa alguns, os quais certamente nunca perdem.

Infelizmente vivemos cada vez mais o calor do momento, deixando se tomar pelas emoções em nítido abandono da razão.

Por isto, é preciso, de uma vez por todas, praticar o entendimento de que o ente público, apesar de não poder requerer sua falência, não possui uma fonte inesgotável de recursos.

Não há salvação mais só em aumento de impostos, especialmente para os Municípios, uma vez que a não observância do pacto federativo, aliado a municipalização da saúde e da educação impõe severo ônus a todos Municípios.

Por isto, a solução passa por gestores de verdade, com apoio de vereadores mais comprometidos com seus eleitores do que com seus eleitos.

Luciano Apolinário é Advogado

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