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Gentilezas – Crônica de Claudia Conti

14 de dezembro, 2017 às 21:40 - por Claudia Conti

Numa ida ao banco me deparei com a gentileza de um funcionário que ao ver minha dificuldade de locomoção devido à cirurgia realizada recentemente, abriu a porta para que eu saísse, desejando uma boa tarde e uma ótima semana.

Fiquei pensando: como é bom ouvir certas palavras e ver determinados gestos. Em resumo, é bom ver gente bem-educada. O que é raro nos nossos dias.

Como o vídeo que está na internet de uma jovem enfurecida e desaforada porque solicitaram que ela levantasse do acento destinado a idosos para ceder lugar a uma senhora. A garota, não só abriu o verbo em desaforos como intimidou e desrespeitou os presentes afirmando que ninguém deveria tirá-la do lugar que havia ocupado.

São atos e atitudes completamente diversas. A primeira reflete a educação recebida ainda em casa e a segunda, a falta da mesma.

Lembro-me que quando pequena, me foi ensinado por meus pais que respeitar os mais velhos, professores e as outras pessoas em geral era fundamental. Lembro-me também que quando meus sobrinhos eram pequenos o mesmo foi passado para eles e um dia cheguei a pensar: o que será do meu sobrinho quando crescer e encontrar um mundo onde as pessoas jogam papéis no chão (para não dizer outras coisas), picham muros e construções, desrespeitam os demais, querem levar vantagem em tudo. Tudo isso por que ao terminar o sorvete que eu havia comprado, ele andou na pracinha em que estávamos, por um bom tempo procurando uma lixeira para jogar o papel fora.

Eu mesma, na escola tive aulas de moral e cívica, assim como grande parte dos leitores desse Jornal. Senhores: nada disso foi demais e nem deveria ser hoje em dia.

Educação não ocupa espaço. Apenas faz as pessoas serem melhores.

Bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, muito obrigado, desculpe e por favor são palavras que deveriam estar presentes no dia a dia de cada um. Sempre! E não em desuso como está acontecendo.

Se queremos um mundo melhor, temos que começar por aí e tenham certeza: esta educação vem de casa. A escola está aí para ensinar português, matemática, ciências, geografia, línguas, (deveria também ter aulas de civilidade) mas a base vem da família. É na família que aprendemos a bem conviver. É na família que aprendemos a ser solidários. É na família que aprendemos o que é respeito. É na família que aprendemos a ser gente de verdade!

Claudia Conti é Jornalista

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