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A Federação e os Clubes

24 de março, 2017 às 09:40

O Inter sofre derrota em pênalti mal marcado pela arbitragem nos instantes finais do jogo em Caxias contra o Juventude e o vice de futebol Roberto Melo brada nos microfones das rádios que cobriam o jogo que o campeonato Gaúcho, à partir daquele momento, estava sob suspeição.
Hoje, o ex-dirigente gremista Luis Carlos Silveira Martins, discute asperamente com o presidente da FGF, Francisco Novelleto e diz publicamente que a entidade protege uns em detrimento de outros, dizendo que a competição não é séria.
Historicamente, gremistas “choram” reclamando das arbitragens locais e os clubes do interior, da mesma forma, julgam-se prejudicados nas decisões do apito quando enfrentam a dupla Grenal.
Todos os prezados leitores que me honram com a leitura desta coluna, sabem que não estou relatando nenhuma novidade, não é mesmo?
Sendo assim, cabe a pergunta: O Gauchão é ou não um campeonato disputado com seriedade?

A FGF AJUDA

A grande verdade é que, mesmo não acreditando na parcialidade da Federação e, consequentemente, de quem a dirige, não há como defendê-la diante de tantas brechas que a mesma deixa, gerando muitas contestações.
Senão vejamos:
– Invariavelmente os regulamentos são mal redigidos e pecam por não detalhar situações que logo ali na frente irão gerar inúmeros questionamentos.
Para exemplificar, no atual campeonato, não são mencionadas as premiações aos 8 classificados, ao campeão do interior e ao campeão e vice do Gauchão 2017. Tudo isto, fica na informalidade na informação dada quando da reunião do chamado Conselho Técnico e em eventuais entrevistas do presidente da entidade.
Além disto, deveria haver definição de que nem um clube disputasse o campeonato sem encaminhar todos os laudos técnicos que liberam os estádios indicados para disputa com, pelo menos 30 dias do início do campeonato.

Quanto a arbitragem, falta critério para a elaboração da escala. Juízes jovens e que estão apitando pela primeira vez a divisão principal, deveriam ser escalados para jogos de menor importância e, consequentemente, pressão. Isto não acontece na prática. Reflitam sobre o jogo de Caxias do Sul (Juventude 1 x 0 Inter) e o da Arena em que Bolaños fez gol com a mão e deu vitória ao Grêmio. Erros acontecem e irão acontecer com juízes experientes e renomados, mas porque não buscar uma prevenção já que os novos necessitam adquirir mais experiência diante das pressões.
Em Rio Grande no jogo entre S. Paulo e Novo Hamburgo (3×1) para o anilado, o árbitro tinha apenas 27 anos e apitava pela primeira vez na primeira divisão. O time da casa vinha de 2 derrotas consecutivas e necessitava desesperadamente da vitória. Tudo correu bem, mas poderia ter sido diferente pois lá a pressão é enorme.

Listei apenas alguns exemplos como ilustração para que se tenha a noção do certo desleixo com que a entidade máxima do nosso futebol conduz suas competições.
Não posso aceitar que hajam arranjos beneficiando a “A” ou “B”, no entanto, o Sr. Chico Novelleto e sua equipe de trabalho deixam os flancos da FGF muito expostos à estas insinuações.
Prezado Presidente Noveletto, lembre-se daquele ditado: “À mulher de César não basta ser honesta, necessita parecer honesta”.

RODADAS DECISIVAS

A s duas últimas rodadas, como sempre se projetou, serão decisivas e indicam indefinição até o último minuto do último jogo. Certamente teremos disputa acirradíssima na definição dos 8 classificados e dos dois rebaixados. Além disto, a briga pela vantagem de decidir em casa também será grande. O que parece estar mais encaminhado é, incrivelmente, o 1° posto da fase classificatória, onde o Novo Hamburgo talvez não necessite mais de que um ponto para garantir-se na frente.

DESTAQUE NEGATIVO

Mesmo com a belíssima campanha que vem fazendo e, mesmo que tenha aumentado, o torcedor anilado apóia muito pouco o seu clube. O Estádio do Vale, não consegue registrar mais do que 1 mil torcedores do Nóia, pagando ingresso em seus jogos. Lamentável.

Autor

Everton Cury

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