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A diminuição de leitos do SUS

01 de junho, 2017 às 14:35 - por Júlio Galperin

Crédito: Reprodução/Internet

A saúde pública em nosso país tem sido marcada por crises recorrentes, expondo à sociedade a precariedade da desassistência, sobretudo no setor médico-hospitalar, demonstrando que o Estado não consegue planejar de forma plausível a área hospitalar, um setor muito importante. Hoje a situação está cada vez mais se agravando pela crise econômica e política, vivenciada no Brasil e no Rio Grande do Sul.

O Brasil perdeu 23.565 leitos na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2010 e 2015, conforme os dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). A redução é de 7%, passou de 335.482 para 311.917. Infelizmente, as maiores perdas são os leitos de psiquiatria, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral.

O setor hospitalar sem fins lucrativos é mais atingido, com uma dívida global, que está ultrapassando R$ 21 bilhões. Em 2015, essa crise se agravou, com o fechamento de 218 hospitais e 11 mil leitos. Além disso, foram demitidos 39 mil trabalhadores.

Mas, mesmo diante dessa crise, atualmente, o setor hospitalar é responsável por mais de 50% das internações de média e alta complexidade do SUS por mais de 60% dos transplantes e tratamentos de câncer realizados no Brasil. E ainda em muitos municípios é a única unidade de saúde com menos de 30 mil habitantes.

Também o nosso Estado foi, drasticamente, atingido nos últimos dois anos, com a perda de 474 leitos hospitalares para pacientes do SUS. A crise econômica do Estado contribui com esse processo. Lamentavelmente, o Hospital Centenário, não ficou fora dessa situação, onde reduziu seus leitos pelo SUS, com o fechamento de 20 leitos na Multiclínica, 20 na Clínica Médica e o corte de 14 leitos da Psiquiatria.

Por isso, torna-se indispensável, a união de esforços e vontade política dos governos municipais, estaduais e federal para superar essa crise, através de medidas resolutivas, que tenham a preocupação com a saúde e a vida da população, que necessita e depende de forma vital do atendimento hospitalar pelo SUS.

Porém, essas respostas devem ser mais ágeis e republicanas, principalmente do governo federal, com adoção de mecanismos de controle e ações conjuntas – com os municípios, a fim de bloquear tal convergência apressada de redução de leitos hospitalares, que vem produzindo a falta de assistência aos usuários do sistema hospitalar do SUS.

* Júlio Galperim é Vereador do PSD de São Leopoldo

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