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Crise na Argentina: Manual do FMI faz Argentina ter segunda maior inflação da América do Sul e os mais prejudicados são os pobres

02 de agosto, 2018 às 22:09 - por Redação do www.visaodovale.com.br

Cada leva de aumentos, porém, faz a tensão social crescer, e os sindicatos voltam a se reunir para planejar greves, por enquanto isoladas

presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que a inflação do ano no país pode chegar a 30% ( atualmente está acumulada em 18%).  Macri disse que o aumento ainda maior das contas de água, eletricidade, do transporte público e do combustível se faz necessário para retirar os subsídios da era kirchnerista (2003-2015), como o governo faz gradualmente desde dezembro de 2015.

Cada leva de aumentos, porém, faz a tensão social crescer, e os sindicatos voltam a se reunir para planejar greves, por enquanto isoladas.  Macri diz que a retirada de subsídios faz parte de uma estratégia de “baixar o gasto público lentamente”, um dos requisitos do FMI (Fundo Monetário Internacional) para assegurar a linha de crédito de US$ 50 bilhões (R$ 187 bilhões), concedida recentemente.

O presidente da Argentina admite saber do impacto que isso tem para as famílias com menores salários. Depois do aumento de até 50% nos transportes em fevereiro deste ano, a eletricidade subirá uma média de 24%, e o gás, 27,5% em média – o valor varia de acordo com as províncias, pois as do sul usam mais nos meses de inverno.

As cifras acumuladas desde 2015, quando o novo governo assumiu, porém, são altíssimas. A eletricidade, já acumula 1.300%, em média, a taxa do gás está entre 700% e 1000%, e a água, 512%. Já o transporte, área sensível pois cada aumento gera tensão quase que imediata com os sindicatos da área, acumula 216%.  No atual contexto, a Argentina tem a segunda maior inflação da América Latina, perdendo apenas para a Venezuela.

Fonte: noticiasaominuto 

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovale.com.br

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