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Cai o repasse aos municípios como Reflexo da greve dos caminhoneiros

12 de junho, 2018 às 15:29 - por Redação Visão do vale

A paralisação dos caminhoneiros, que também parou a produção e transporte de mercadorias durante quase duas semanas, já mostra seus reflexos na economia e também, como alertou o prefeito de São Leopoldo e presidente da Associação Brasileira dos Municípios (ABM), Ary Vanazzi, nos cofres das Prefeituras. Em São Leopoldo, por exemplo, o repasse previsto pelo governo do Estado, via arrecadação de ICMS, praticamente não ocorreu. Com isso, parte da folha de pagamento dos servidores, que seria paga nesta terça-feira, teve que ser ainda mais reduzida.
A previsão da Secretaria Estadual da Fazenda era de repassar ao município hoje, dia 12, a quantia de R$ 1,3 milhão. Mas, com a queda de arrecadação durante os dias de paralisação e desabastecimento de gasolina, o repasse foi de apenas R$ 367 mil. Mais de um milhão deixou de entrar nos cofres. Com isso, a parcela de R$ 2 mil que seria depositada hoje aos servidores foi reduzida pela metade.
“Nós viemos alertando aos prefeitos que a crise será bem pior para as Prefeituras”, diz o prefeito Vanazzi. “Além do caos financeiro já enfrentado e o congelamento de investimentos por 20 anos implantado pelo governo federal, agora os reflexos da greve dos caminhoneiros atrapalham ainda mais a vida dos gestores municipais.” De acordo com o prefeito, presidente da ABM, os próximos meses podem ser ainda mais duros. “Agora vem a Copa do Mundo e depois o período eleitoral. Como temos observado, não há movimentação da economia, então a situação será bem mais grave. Se os prefeitos não se organizarem rapidamente para exigir apoio do governo federal, a corda vai arrebentar no Município, bem mais próximo dos cidadãos e portanto sujeito às cobranças urgente.”

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