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A busca do financiamento coletivo para a campanha eleitoral – Artigo de Alessandra Fedeski

11 de junho, 2018 às 10:01 - por Alessandra Fedeski

A integração do processo eleitoral com o ambiente da internet avança com uma das novidades da campanha política de 2018: o financiamento coletivo ou crowdfunding. Desde o dia 15 de maio os postulantes aos cargos eletivos estão autorizados a buscar por recursos para suas campanhas na internet. Mas e diante de um cenário político desgastado e das incertezas a respeito de candidaturas e coligações, qual seria a melhor estratégia para convencer o cidadão a contribuir financeiramente com determinada candidatura?

O crowdfunding é utilizado em arrecadações que envolvem ajuda para tratamentos médicos e para o auxílio de pessoas em situação de vulnerabilidade social, por exemplo, razões que tendem a ganhar o sentimento de solidariedade das pessoas.  O desafio de angariar recursos dos cidadãos para os pré-candidatos é grande, pois estamos falando de cidadãos que por vezes escolhem seus candidatos sem analisar suas trajetórias ou propostas de trabalho. Como fazer esse cidadão se interessar em destinar uma parte do seu orçamento para a campanha de alguém que está distante da sua realidade direta? Diferentemente de políticos e profissionais envolvidos no planejamento das campanhas, o cidadão ainda não está pensando no processo eleitoral, outro fator que dificulta o convencimento para que uma doação financeira seja realizada.

Uma alternativa é apostar no carisma de alguns candidatos, em propostas que dialoguem com os anseios da população e na responsabilidade social do voto de cada um de nós. Essas alternativas são utilizadas na pré-campanha que boa parte dos candidatos já vêm fazendo, com o diferencial de que a internet e as redes sociais com seus milhões de usuários constantemente conectados ampliam a presença das figuras políticas no cotidiano da população, ponto este que deverá ser bastante explorado. A arrecadação financeira virtual será de bastante valia tanto para campanhas de menor potencial, cujos candidatos recebem menos investimento partidário, quanto para grandes campanhas, pois ambas não podem mais receber doações de pessoa jurídica, o que limita a entrada de recursos volumosos.

Alessandra Fedeskil é  jornalista com pós-graduação em marketing político/ afedeski@gmail.com

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