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Entramos no mês das Missões. Artigo de Dom Zeno Hastenteufel

06 de outubro, 2018 às 17:42 - por Dom Zeno Hastenteufel

O início do mês de outubro este ano nos coloca diante de nosso dever cívico do voto e no primeiro final de semana do Sínodo da Juventude, em Roma. São dois acontecimentos muito importantes, que precisam de nossa participação e especialmente de nossa oração.

                A eleição define os rumos de nosso país para os próximos quatro anos. Lá estará a Presidente que nós votarmos, os Governadores que o povo elege e lá estarão, sobretudo, os nossos representantes na Câmara, no Senado e nos Legislativos Estaduais. Ainda há os que votam e na semana seguinte já esqueceram seu candidato. Nós deveríamos acompanhar de perto aquele que escolhemos para nos representar.

                Em Roma, o Sínodo da Juventude, aberto na última quarta-feira, nos coloca diante do tema: “A juventude, a fé e o discernimento vocacional”. Lá estão cerca de 400 bispos, de alguma forma, ligados aos movimentos de jovens e ao trabalho da formação sacerdotal, tentando descobrir como ajudar a nossa juventude a descobrir-se no caminho da fé e como proceder no seu discernimento vocacional.

                Certamente, para que o nosso mundo seja realmente melhor e para que as pessoas se sintam sempre melhores, no mundo em que nós vivemos, precisamos trabalhar muito a questão vocacional. Precisamos esclarecer as nossas famílias e aos nossos jovens que descobrir a própria vocação é essencial para a felicidade.

                Nós deveríamos ter a coragem de aconselhar a não entrar num estado de vida, sem ter a convicção de que esta seja realmente a nossa vocação. Nada mais triste do que um casal em que um dos dois descobre que não tinha vocação para o casamento. O mesmo vale para um padre ou para uma religiosa, que se aventurou e agora descobrem não ter vocação.

                Até mesmo a nossa liturgia dominical nos apresenta a criação do homem e da mulher. A “criação da costela” é uma linguagem simbólica, mas que deseja nos provar que homem e mulher deveriam formar um lar, sede do amor.

                O Evangelho de Marcos vem complementar esta ideia: “No começo não foi assim como está acontecendo hoje. Deus os criou homem e mulher. O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne. Não separe o homem o que Deus uniu”!

Dom Zeno Hastenteufel é Bispo Diocesano de Novo Hamburgo

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